ANTICONCEPCIONAIS
Desde que a pílula anticoncepcional foi criada na década de
60 muita coisa mudou.
As altas doses hormonais contidas nas
primeiras pílulas foram gradativamente reduzidas com o objetivo de diminuir ao
máximo os efeitos colaterais, sem prejudicar seu principal efeito, a proteção
contra a gravidez.
Hoje em dia, existem mais de 60 pílulas
anticoncepcionais disponíveis no mercado, com diferentes tipos e dosagens
hormonais, além de alguns outros tipos de métodos que vieram para ficar como opções para as mulheres que não querem tomar remédios diariamente.
Além de opções tradicionais como
pílula, existem outras opções como DIU e diafragma, além de implante subcutâneo,
adesivo e anel vaginal, capazes de liberar hormônio gradualmente durante todo o
mês.
Analise todos, converse com seu medico,
tire suas dúvidas e veja o que mais se enquadra ao seu perfil. Deve-se levar em
conta a idade, as condições de saúde e o estilo de vida sexual, entre outros
fatores. O profissional ajudará na decisão.
É sempre válido lembrar que nenhum dos
métodos contraceptivos aqui citados evita doenças sexualmente transmissíveis,
como AIDS, sífilis e herpes genital. Por isso, se você mulher não estiver 110%
segura com seu parceiro, em qualquer dúvida, use também a camisinha.
Abaixo citaremos algumas das principais
características dos principais métodos recomendados de anticoncepcionais,
deixando de lado alguns outros que não são mais recomendados devido a sua
ineficácia no uso típico.
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PRINCIPAIS MÉTODOS HORMONAIS
PÍLULAS
ANTICONCEPCIONAIS:
Existem diferentes formulações e
diferentes tipos de associações e dosagens que podem se dispor em 21, 24 ou 28
comprimidos. Para facilitar o entendimento pode-se sempre guarder o número 28
como base, sendo que, a conta para um ciclo com uso de pílulas
anticoncepcionais, deve-se ter sempre um ciclo com 28 dias. Assim numa cartela
com 21 comprimidos, deve-se fazer uma pausa de 7 dias (21 + 7 = 28), nas
cartelas com 24 comprimidos, pausa de 4 dias (24 + 4 = 28) e nas cartelas com
28 não se faz pausas, trata-se de uso contínuo.
Vantagens: existem vários tipos de pílula com diferentes doses e associações, com
diferentes dosagens de hormônios sendo que se uma mulher não tiver uma boa
adaptação com uma formulação poderá conseguir com outra.
Efeito Desagradáveis: pode causar cefaléia, enxaqueca, dores nas mamas, secura vaginal, diminuição da libido, aumento da
pressão arterial, náusea, ganho ou perda de peso, alterações no humor, acne e
sangramento irregular.
Contra-indicações: os hormônios combinados (estrogênio e progesterona) não devem ser usados
por fumantes e mulheres acima de 40 anos; por quem amamenta, por pessoas com
problemas neurológicos graves, hipertensas, com antecedentes de trombose,
diabéticas ou com câncer de mama.
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DIU de progesterona
O dispositivo intra-uterino (DIU) trata-se de um implante em forma de 'T'
que deve ser colocado dentro do útero pelo ginecologista. Atua liberando progesterona
gradativamente, e dessa maneira dificulta a motilidade do espermatozóide com
mudanças no muco cervical, agindo diretamente sobre o espermatozóide e também
promove alterações no endométrio, camada interna do útero, impedindo a gravidez.
Vantagens: geralmente o fluxo menstrual diminui ou desaparece (em até 50% dos
casos). O produto só é trocado a cada cinco anos e está liberado para quem
amamenta (não contén estrogênio).
Efeitos Desagradáveis:
pode acontecer ‘spotting’ (sangramento
fora de hora) nos primeiros ciclos, pode causar acne, cefaléia, aumento de
peso, dor abdominal, endurecimento e dor nas mamas.
Contra-indicações: não deve ser utilizado por pacientes que estejam grávidas, pacientes que
tenham alterações da cavidade uterine por qualquer motive, outras que já
tiveram infecções pélvicas ou com suspeita de câncer ginecológico.
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Trata-se
de uma haste que deve ser implantada com
anestesia local sob a pele, na face interna do braço. Libera gradualmente na
corrente sangüínea uma progesterona sintética (Etonorgestrel) e age inibindo a
ovulação, altera o muco cervical e também provoca alterações endometriais
inativando-o.
Vantagens: em 70% dos casos, suspende a menstruação e acaba com as cólicas e
sintomas de tensão pré menstrual. Está aprovado para uso imediato após
abortamento antes de 12 semanas e 28 dias após abortamento após 12 semanas e
pós parto normal ou cesariana.
Efeitos Desagradáveis: pode causar sangramentos irregulares em até
6% das mulheres, pode ainda provocar acne,
cefaléia, aumento de peso, endurecimento e dor nas mamas, dor abdominal,
diminuição da libido e dor no local da injeção.
Contra-indicações: mulheres que tenham sangramento irregular.
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Injeção de hormônios
Trata-se
de método hormonal no qual é aplicada uma injeção
na região glútea. Existem dois tipos básicos de anticoncepcionais injetáveis,
um tipo mensal que tem uma combinação hormonal de Estrogênio + Progesterona e
um trimestral, que contém apenas Progesterona.
Vantagens: é
ideal para quem esquece de tomar a pílula.
Efeitos Desagradáveis: pode causar aumento
da pressão arterial, tontura, náuseas e vômitos.
Contra-indicações: não recomendada a fumantes e mulheres acima de 40 anos, pois o
estrogênio aumenta os riscos de problemas cardíacos. O anticoncepcional
trimestral com apenas Progesterona pode ser usado no período de amamentação,
mas o combinado não.
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Trata-se
de um método combinado com Estrogênio e Progesterona no qual adesivos devem ser
fixados sobre a pele, libera
continuamente hormônios que inibem a ovulação. Precisa ser mudado a cada sete
dias, durante três semanas seguidas. Após o período, é feita pausa para a
menstruação.
Vantagens: poucos efeitos colaterais e é trocado somente uma vez por semana, sendo
uma boa opção para pessoas que esquecem freqüentemente de tomar a pílula.
Desvantagens: pode desgrudar da pele, comprometendo sua eficiência.
Contra-indicações: não deve ser usado por fumantes e mulheres acima de 40 anos, devido a
riscos cardíacos, e nem no período de amamentação. Não deve ser usado por
mulheres com histórico de Doença Cardiovascular, Câncer ginecológico e durante
a gravidez.
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Trata-se
de um anel flexível de superfície lisa que
contém uma combinação de Estrogenio e Progesterona, deve ser colocado pela
própria mulher na parte superior da vagina, liberando continuamente essas substâncias
e seu mecanismo de ação é semelhante ao das pílulas, inibindo a ovulação. Deve
ser trocado a cada 21 dias.
Vantagens: os hormônios entram diretamente na circulação, evitando alguns efeitos
colaterais desagradáveis - como acne, cefaléia, aumento de peso e dor nas mamas
- da pílula. Aplicado uma vez ao mês, é indicado para pessoas que esquecem
freqüentemente de tomar o contraceptivo oral. Discreto, não interfere em nada
na relação sexual.
Desvantagens: pode aumentar um pouco a secreção vaginal, pois necessita de alguma
manipulação para ser inserido e pode causar desconforto vaginal.
Contra-indicações: não deve ser usado por fumantes e mulheres acima de 40 anos, por
mulheres no período de amamentação, por pessoas com problemas neurológicos,
hipertensas, diabéticas ou com câncer de mama.
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Na próxima semana colocarei algumas considerações sobre alguns métodos contraceptivos NÃO hormonais e uma comparação entre a eficácia de todos os métodos descritos. Não deixem de comentar, mandem suas sugestões, críticas, perguntas e dúvidas.
Até a próxima sexta-feira.






